O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve apresentar nesta quinta-feira (3) uma posição oficial sobre os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi dada nesta quarta-feira (2) pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que cobra uma manifestação da cúpula da Casa sobre os requerimentos.
Segundo Viana, Alcolumbre se reuniria ainda na quarta-feira com líderes partidários antes de responder às cobranças feitas por parlamentares da oposição. O senador, autor de um dos pedidos mais recentes para abertura de processo contra integrantes do Supremo, criticou o que considera uma postura de omissão no Senado e direcionou a cobrança à Mesa da Casa.
“Eu sou o primeiro a externar essa indignação sobre Alcolumbre. Mas tenho certeza que outros tem esse mesmo posicionamento. Aqui no senado há um silêncio de omissão absurdo. Vários senadores que não querem se envolver, ou que não querem que seja investigado. Quem não quer investigar está lá na mesa do senado, o ônus político é dele”, disse Viana em entrevista.
Pressão aumenta após relatório da PF
Alcolumbre acumula ao menos 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF sob sua responsabilidade. Na terça-feira (1º), ao deixar o Congresso Nacional, o presidente do Senado afirmou que “não é normal” que tantos requerimentos sejam protocolados envolvendo apenas dez integrantes do Supremo.
A cobrança sobre Alcolumbre ganhou força após a divulgação de informações contidas em um relatório da Polícia Federal sobre o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Somente na terça-feira, surgiram dois novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também anunciou que pretende pedir o afastamento do ministro.
De acordo com o relatório da PF, foram encontradas no celular de Vorcaro conversas com uma pessoa cujo contato estava salvo como Alexandre de Moraes. Mensagens indicam que Vorcaro teria perguntado se era o momento de deixar o Brasil para evitar uma eventual prisão. Os peritos também encontraram indícios de que Moraes teve acesso ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o ex-banqueiro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
PGR também alvo de parlamentares
A ofensiva de parlamentares também alcançou o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou requerimento para que Gonet seja impedido de exercer funções públicas por até cinco anos. A iniciativa foi motivada pelo parecer da Procuradoria-Geral da República favorável à nulidade do relatório produzido pela Polícia Federal.







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