A Universidade de São Paulo (USP) assegurou, pelo segundo ano consecutivo, a posição de segunda melhor instituição de ensino superior da América Latina. O resultado foi revelado pela 16ª edição do ranking internacional da consultoria QS Quacquarelli Symonds, divulgada em 1º de fevereiro. A Pontifícia Universidad Católica de Chile (UC) segue na liderança regional.

O Brasil demonstrou forte presença no continente, com o maior número de instituições entre as dez primeiras. Além da USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) alcançaram posições de destaque, classificando-se, respectivamente, em 3º, 5º e 6º lugares na América Latina.

Desempenho da USP e cenário brasileiro

A USP se destacou em três indicadores específicos da avaliação da QS: rede de pesquisa internacional, volume de artigos por corpo docente e impacto na web. A instituição paulista também obteve a pontuação máxima nas métricas de reputação acadêmica e reputação no mercado de trabalho. A coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, enfatizou que o desempenho da USP "reforça seu destaque acadêmico e científico e seu potencial de contribuição para o desenvolvimento da região".

O levantamento analisou 517 instituições de ensino em 27 países latino-americanos. O Brasil lidera em número de universidades ranqueadas, com 137, superando a Colômbia (70) e o México (69). O país também se sobressai na concentração de excelência acadêmica, com 4 representantes entre as 10 melhores e 12 entre as 50 principais da região.

Apesar do bom desempenho das instituições líderes, a análise apontou um declínio geral no ensino superior brasileiro. Cinquenta universidades brasileiras perderam posições no ranking, enquanto apenas 24 registraram avanço.