O North Esporte Clube, de Montes Claros (MG), que ascendeu rapidamente no futebol brasileiro, anunciou a contratação do ex-jogador Michel Salgado, ídolo do Real Madrid, para comandar a equipe. A chegada do espanhol, que assume pela primeira vez o cargo de técnico principal, busca levar o time à Série A do Campeonato Brasileiro em até cinco anos. A inspiração para a contratação veio do desempenho da Espanha na Copa do Mundo de 2026, com a intenção de replicar o modelo de jogo defensivo e o meio-campo dominante.
Fundado em 2022 como SAF, o North tem uma trajetória de sucesso, conquistando a terceira e a segunda divisão do Campeonato Mineiro em seus primeiros anos. Em 2027, estreou na elite do Mineiro e faturou o Troféu Inconfidência, garantindo vagas na Copa do Brasil e na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027. O presidente do clube, Victor Oliveira, destacou que a notoriedade de Salgado, bicampeão da Champions League e tetracampeão espanhol, também atrai atenção para o projeto.
Oliveira ressaltou que a escolha de ex-jogadores com carreiras de sucesso como treinadores é uma estratégia do clube. Na temporada 2026, Kléberson, campeão mundial com a seleção brasileira em 2002, ocupou o posto. O presidente afirmou que a estrutura do North, que recebeu investimentos de cerca de R$ 18 milhões em seu centro de treinamento, foi um fator decisivo para a aceitação de Salgado. O clube também se candidatou para ser uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Michel Salgado, que antes atuou como auxiliar na seleção do Egito e técnico interino no Pafos FC, expressou seu entusiasmo com o desafio e a ambição do projeto. As metas para 2027 são audaciosas, incluindo alcançar as semifinais do Campeonato Mineiro, a terceira fase da Copa do Brasil e a classificação para a Série C do Brasileiro.
O dirigente Victor Oliveira revelou ainda que o North Esporte Clube não aceita patrocínios de casas de apostas, tendo recusado uma proposta de R$ 800 mil. Ele criticou a forma como o governo conduziu a proibição das plataformas, argumentando que os clubes deveriam ter sido consultados da mesma forma que foram para a permissão desses patrocínios.







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