O treinador de jiu-jítsu Bruno Leonardo Reis de Souza, conhecido como Bruno Formiga, de 42 anos, é alvo de acusações de assédio sexual e estupro por duas ex-alunas de sua academia na Tijuca, Rio de Janeiro. Uma das alunas, que é adolescente, também denunciou o lutador Cauã Magalhães Amaral por estupro. As defesas dos acusados negam os fatos.
De acordo com os boletins de ocorrência, que integram um processo que corre em segredo de Justiça, as denúncias contra Formiga detalham que ele simulava movimentos técnicos de jiu-jítsu, como imobilizações, para encostar o órgão genital no corpo das alunas. Há também relatos de que ele lambia a orelha e os seios, encostava os genitais no rosto e batia nas nádegas das alunas com a faixa, na frente de outros alunos. Uma das supostas vítimas afirma que Formiga levantou a blusa dela em uma confraternização, expondo seus seios.
A aluna maior de idade afirma ter sido estuprada por Formiga em maio de 2025, durante uma viagem da equipe para São Paulo. Ela relatou à polícia que consumiu balas de maconha e bebida alcoólica oferecidas pelo treinador e, em estado de embriaguez, teria sido estuprada. No dia seguinte, o treinador teria comprado uma pílula do dia seguinte para ela.
A adolescente, por sua vez, além das acusações de assédio contra Formiga, denunciou o lutador Cauã Magalhães Amaral por estupro em duas ocasiões. A primeira teria ocorrido em dezembro de 2025, no banheiro feminino da academia. A segunda, em janeiro deste ano, durante uma viagem para um torneio em Portugal, quando a menor teria sido coagida a ter relações sexuais com Amaral. O pai da adolescente consentiu com a viagem sob a promessa de que homens e mulheres ficariam em alojamentos separados, e só soube dos fatos após a filha apresentar mudanças de comportamento.
Quando as alunas reclamavam dos atos, Formiga teria dito que eram “brincadeiras”. Na insistência, ele passava a boicotá-las e a desacreditá-las na academia. O medo de ser boicotada e retirada das competições, segundo a adolescente, a levou a suportar os abusos.
A defesa dos acusados, feita pelo advogado Pedro Santiago, nega as acusações e argumenta que os fatos estão sendo distorcidos. O advogado afirma que Cauã não é instrutor da academia, mas sim um atleta, e que as relações sexuais com a menor de idade teriam sido em comum acordo. A família da adolescente obteve medidas protetivas contra Formiga e Amaral, concedidas em abril pela Justiça com base na Lei Henry Borel, que permite a emissão de medidas protetivas sem a comprovação do crime em casos de violência contra crianças ou adolescentes.







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