A polícia do Reino Unido deteve cinco cidadãos britânicos de Londres, todos com idades entre 23 e 25 anos, sob suspeita de crimes relacionados a terrorismo e explosivos. Os homens foram presos após se aproximarem da RAF Fairford, base aérea britânica que abriga bombardeiros americanos usados em operações contra o Irã, neste fim de semana.

Segundo autoridades britânicas, os suspeitos se aproximavam da base em três vans brancas quando foram detidos. Uma agricultora local alertou a polícia após ver um grupo de "homens encapuzados e mascarados" correndo para os campos. A polícia estabeleceu um perímetro de isolamento de 400 metros ao redor da base e retirou moradores de 85 residências. Um robô antibombas foi usado para examinar as vans.

Investigação e possíveis motivações

Investigadores britânicos examinam todas as possibilidades para as motivações dos suspeitos. Uma fonte a par da investigação afirmou que uma conexão com o Irã é a hipótese mais provável, embora operações de sabotagem russa ou planos de extremistas islâmicos também estejam sendo investigados. Laurence Taylor, chefe da Polícia Antiterrorista, afirmou que os policiais investigam "incluindo que isso pode ter sido ativamente cometido por procuradores ou indivíduos, consciente ou inconscientemente, trabalhando em nome de um Estado estrangeiro."

O Irã rejeitou qualquer envolvimento. Através de sua embaixada em Londres, o país publicou nota afirmando que "rejeita categoricamente e condena veementemente" o que chamou de "especulações maliciosas e infundadas" de que Teerã tinha conexão com o incidente. A Guarda Revolucionária iraniana, porém, havia advertido o Reino Unido em julho a não permitir que bombardeiros americanos decolassem de Fairford, afirmando que qualquer base usada para lançar ataques seria um alvo legítimo.

No fim da tarde desta segunda (28), a polícia britânica liberou os cinco homens sob fiança, embora continuem sob investigação. O governo britânico convocou uma reunião de emergência para discutir o episódio. Vicki Evans, coordenadora nacional sênior da Polícia Antiterrorismo, pediu que fosse dado à polícia "espaço para trabalhar com cuidado e clareza".