A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) articulam uma ação judicial conjunta contra grandes plataformas digitais que veiculam anúncios de apostas esportivas e jogos virtuais não autorizados no Brasil.

Segundo as entidades, as empresas de tecnologia lucram com a divulgação desse tipo de conteúdo e têm responsabilidade direta pela circulação de प्रचार irregular nas redes.

Pedido é para bloquear e remover conteúdos ilegais

A ANJL e o IBJR defendem que as big techs adotem medidas imediatas para identificar, bloquear e retirar do ar publicidades ilegais. A preocupação das associações envolve também o alcance dessas campanhas sobre crianças e adolescentes e a necessidade de reforçar a prevenção a fraudes no ambiente digital.

As entidades afirmam que as plataformas acabam direcionando consumidores brasileiros para sites e aplicativos sem autorização, que funcionam fora do mercado regulado e sem fiscalização do governo.

Concorrência desleal e risco a usuários

De acordo com o setor, as operações clandestinas usam anúncios patrocinados, perfis falsos, links maliciosos e promessas de ganhos garantidos para atrair usuários. A prática, segundo as associações, é usada para capturar dados pessoais e financeiros, obter pagamentos indevidos e induzir a instalação de aplicativos suspeitos.

O objetivo da medida judicial é suspender a divulgação dessas peças, acelerar a remoção dos conteúdos e apurar a responsabilidade civil e financeira das plataformas pela distribuição e monetização dos anúncios. As entidades também apontam concorrência desleal, já que empresas autorizadas seguem exigências regulatórias, sanitárias e fiscais, enquanto operadores clandestinos atuam sem as mesmas obrigações.