O holandês Clarence Seedorf foi apresentado na tarde desta quarta-feira (14) como o novo treinador do Corinthians. Em sua primeira coletiva no CT Dr. Joaquim Grava, em São Paulo, o ex-jogador elogiou o novo clube, mas admitiu que não acompanhava de perto o futebol brasileiro.

Seedorf classificou a oportunidade como significativa, afirmando: “Essa situação é uma grande oportunidade para mim, porque é um dos maiores clubes do mundo e isso não pasa todo dia por seu caminho”. Aos 46 anos, o novo técnico assume a missão de tirar o Alvinegro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

O Corinthians enfrenta uma sequência de oito derrotas seguidas no campeonato, o que levou à demissão do técnico anterior. Atualmente, a equipe ocupa a 16ª posição na tabela, com 32 pontos, o mesmo número do Internacional, o primeiro time na zona de rebaixamento, e apenas um ponto à frente do Grêmio.

A última vitória do Corinthians foi em 9 de agosto, quando venceu o Red Bull Bragantino por 2 a 0. O time voltará a campo na próxima segunda-feira (19) para enfrentar o Vitória, às 20h, em Itaquera, pela 31ª rodada da competição.

Questionado sobre seu conhecimento do futebol brasileiro, Seedorf, que atuou pelo Botafogo entre 2012 e 2013, evitou dar uma resposta direta. Ele mencionou sua experiência como jogador em diversos lugares do mundo, afirmando que a “bola é redonda, são 11 jogadores contra 11, sem falar a gente se entende”.

Seedorf e sua carreira como treinador

Considerado um dos grandes meias de sua geração, com passagens por clubes como Ajax, Real Madrid, Internazionale e Milan, e a conquista de três títulos da Champions League, Seedorf busca replicar seu sucesso como jogador na função de treinador. Ele já comandou Milan, Shenzhen, Deportivo La Coruña e a seleção camaronesa, mas ainda não conquistou títulos importantes na nova função. Essa ausência de um currículo robusto como técnico gerou questionamentos internos no Corinthians.

Sobre o período sem trabalhar como treinador, Seedorf explicou que se manteve ativo no esporte, acompanhando jogos da Champions League e atuando como dirigente em clubes europeus. Ele afirmou ter recusado algumas propostas por não acreditar nos projetos.