O São Paulo pode deixar de receber até R$ 560 milhões em receitas de patrocínio caso rescinda antecipadamente o contrato com a Superbet, patrocinadora máster do clube. O vínculo prevê pagamentos até 2030 e estabelece um mecanismo de revisão anual dos valores a partir de 2027.
A remuneração definida para a próxima temporada seria de R$ 140 milhões. O cálculo de R$ 560 milhões considera como referência quatro temporadas — de 2027 a 2030 — com remuneração acima desse valor anual. Como os valores de 2028, 2029 e 2030 ainda estarão sujeitos às revisões previstas no contrato, a conta usa o valor de 2027 como base para os quatro anos.
Antes dos reajustes, o contrato já estabelecia valores mínimos: R$ 105 milhões em 2027, R$ 112 milhões em 2028, R$ 118 milhões em 2029 e R$ 120 milhões em 2030. Para comparação, o contrato anterior fixava R$ 50 milhões anuais.
Revisão anual com IPCA e comparação com rivais
A revisão dos valores funciona com correção anual pelo IPCA e uma comparação com os contratos de patrocínio máster de Flamengo, Corinthians e Palmeiras. Em setembro de cada ano, São Paulo e Superbet avaliam a remuneração da temporada seguinte, que pode aumentar ou diminuir. Embora o contrato permita redução, a tendência é que os R$ 140 milhões funcionem como um piso.
O contrato prevê a possibilidade de suspensão da parceria por até 90 dias e até de encerramento sem indenização caso haja impedimento regulatório ou judicial à publicidade de apostas. A regra ganha importância diante da medida provisória do governo federal, que prevê restrições à exploração e à publicidade de apostas de quota fixa no país. Em caso de encerramento por esse motivo, o contrato prevê a restituição de eventuais valores antecipados, descontados os tributos previstos.







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