A Rússia realizou um dos maiores ataques com mísseis contra a Ucrânia na madrugada desta quarta-feira, resultando na morte de ao menos 25 pessoas e intensificando a crise energética no país. O ataque, que incluiu o lançamento de 70 mísseis, sendo a maioria balísticos, teve como um dos principais alvos a infraestrutura energética ucraniana.
O incidente mais fatal ocorreu em Priluki, a cerca de 150 km a leste de Kiev, onde um míssil atingiu um prédio residencial, matando 19 pessoas, incluindo cinco crianças, e ferindo 55. Além disso, foram relatadas mais seis mortes em Kiev e outras regiões.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, informou que, apesar da intensidade do ataque, a interceptação de drones a jato melhorou, passando de 50% para 80% o índice de abates em relação às semanas anteriores. Ele ligou os ataques ao aniversário de 74 anos de Vladimir Putin, que aconteceu nesta quarta-feira.
Os ataques continuaram pela manhã, provocando apagões em várias regiões da Ucrânia. Telas antidrone foram instaladas em pontes de Kiev, um novo foco dos ataques russos. A situação emergencial forçou cortes preventivos de energia, que já estavam previstos, inclusive na capital.
Em resposta aos ataques, um drone aquático ucraniano atingiu uma embarcação russa na noite de terça-feira, no balneário de Sochi, no mar Negro. O incidente causou um incêndio visível a quilômetros de distância, com uma grande nuvem de fumaça. O mar Negro tem sido palco de uma escalada de ataques, com um navio afundado e outros incendiados recentemente.
Paralelamente, o Kremlin criticou o teste de míssil nuclear realizado pela França na véspera, classificando a ação como um "beco sem saída" que não contribui para a resolução de problemas por meio do diálogo.







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