A queda de um helicóptero na Serra Catarinense, que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas, será investigada simultaneamente pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Santa Catarina. O acidente ocorreu na segunda-feira (21), quando a aeronave decolou de Porto Belo com destino a São Joaquim, mas perdeu o sinal durante o trajeto. Os destroços foram encontrados na terça-feira (22), em uma área de mata em Urubici, sem sobreviventes.
As duas apurações terão objetivos distintos. O Cenipa, órgão ligado à Força Aérea Brasileira, vai focar em fatores relacionados à segurança de voo, sem estabelecer responsabilidade criminal. A Polícia Civil abriu inquérito para verificar se houve conduta dolosa ou culposa, como negligência, imprudência ou imperícia.
O Bell 430, fabricado em 2001, estava regular perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O dia do voo tinha previsão de fortes tempestades na região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e as condições meteorológicas deverão ser avaliadas pelos investigadores.
Operação de resgate
A localização da aeronave ocorreu após cerca de 13 horas de sobrevoos pela Força Aérea Brasileira. A mobilização contou com aproximadamente 40 bombeiros, dois cães de busca, mais de dez viaturas e drones com tecnologia térmica.
Os corpos foram içados com cordas e transportados para Florianópolis, onde passaram por exames na Polícia Científica. A expectativa era liberar os corpos às famílias até a manhã desta quarta-feira (23).
Além de Rick, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. As investigações agora concentram-se na reconstrução do voo e na análise dos destroços para determinar as causas do acidente.






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