247 – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou preocupação com dois episódios de violência registrados contra atividades da campanha à reeleição da deputada federal Jack Rocha (PT-ES) no Espírito Santo. Em um dos casos, um artefato explosivo caseiro foi lançado contra integrantes da equipe da parlamentar durante um ato em Cachoeiro de Itapemirim e deixou duas trabalhadoras com ferimentos leves.
Os episódios ocorreram em menos de 24 horas, segundo nota divulgada por Edinho Silva. O ataque em Cachoeiro ocorreu no sábado (19), durante um bandeiraço no Centro da cidade. As duas integrantes da campanha atingidas tiveram pequenas escoriações perto do olho e na perna e receberam atendimento. Um boletim de ocorrência foi registrado.
“Recebemos com grande preocupação os relatos de violência contra atividades de campanha da deputada federal e candidata à reeleição Jack Rocha, no Espírito Santo. Em menos de 24 horas, a candidata relatou dois episódios graves em Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim”, afirmou o presidente do PT.
De acordo com a campanha, o segundo episódio havia ocorrido na sexta-feira (18), em Vila Velha. Materiais de propaganda de Jack Rocha foram retirados dos locais onde estavam instalados e destruídos. Registros publicados nas redes sociais também continham declarações misóginas, segundo a equipe da candidata. Boletins de ocorrência foram registrados nos dois casos.
Edinho Silva cobra investigação
Na manifestação, Edinho Silva prestou solidariedade a Jack Rocha e às integrantes da equipe atingidas em Cachoeiro e afirmou que o partido dará suporte para a apuração dos episódios.
“Manifestamos nossa solidariedade à candidata e às trabalhadoras atingidas e a todas as equipes que estão diariamente nas ruas, exercendo democraticamente o direito de defender suas ideias”, declarou.
O presidente nacional do PT também afirmou que episódios de intimidação durante a campanha eleitoral não podem ser naturalizados.
“A violência e a intimidação não podem ser toleradas no processo eleitoral”, disse.
Segundo Edinho, a direção nacional da legenda dará apoio ao diretório estadual do Espírito Santo e à campanha de Jack Rocha para que os casos sejam investigados e os responsáveis identificados.
“Daremos todo o apoio necessário ao diretório estadual e à candidata para que os episódios sejam devidamente apurados e os responsáveis identificados. A democracia exige que se possa ocupar as ruas com liberdade e segurança”, afirmou.
Duas trabalhadoras ficaram feridas
No episódio de Cachoeiro de Itapemirim, o artefato explosivo caseiro foi lançado enquanto integrantes da campanha participavam de um bandeiraço no Centro do município. As duas mulheres atingidas tiveram ferimentos leves e receberam atendimento após o ataque.
Jack Rocha também se pronunciou sobre os casos e defendeu uma investigação rigorosa. A parlamentar afirmou que os episódios não poderiam ser tratados como simples divergências eleitorais.
“Em menos de 24 horas, nossa campanha enfrentou dois episódios graves. Hoje, o mais preocupante: pessoas que estavam trabalhando e conversando com a população foram atingidas e ficaram feridas. Isso ultrapassa qualquer divergência política”, afirmou a deputada.
Jack acrescentou que pretende entregar os registros às autoridades e cobrar a identificação dos responsáveis.
“Vamos procurar as autoridades, apresentar todos os registros e exigir que os fatos sejam investigados com rigor. Ninguém deve ter medo de participar de uma eleição, seja qual for sua posição política. Democracia se faz com liberdade, respeito e voto — nunca com violência”, declarou.
A campanha da deputada classificou os dois episódios como casos com características de violência política de gênero. No caso de Vila Velha, a equipe relatou a retirada de materiais de propaganda acompanhada de manifestações misóginas nas redes sociais.
Conduta de policial também será questionada
Além da investigação sobre o lançamento do explosivo, a assessoria de Jack Rocha informou que pretende comunicar às autoridades competentes a conduta de um policial militar que participou do atendimento da ocorrência em Cachoeiro.
Segundo a campanha, o agente publicou posteriormente conteúdo sobre o episódio nas redes sociais em tom considerado desrespeitoso. A publicação foi apagada, mas a equipe da candidata afirmou ter preservado o material para encaminhá-lo aos órgãos responsáveis.






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