O Supercomputador Opta, modelo de inteligência artificial desenvolvido pela empresa britânica Opta Sports, apostou na Espanha para vencer a Copa do Mundo 2026 — e até agora tem razão. Em simulação realizada em 2 de junho, logo antes da abertura do torneio, o sistema apontou os espanhóis como favoritos com 16,1% de chances de erguer a taça. Na primeira semifinal, disputada na terça-feira (15), a Espanha venceu a França por 2 a 0 e garantiu presença na final marcada para 19 de julho em Nova Jersey.

O algoritmo utiliza simulações de Monte Carlo, um método de computação que analisa o histórico das equipes, o caminho do chaveamento e o desempenho dos atletas para prever probabilidades de diferentes resultados. A IA não adivinha placares, mas roda milhares de simulações para calcular chances com base em dados estatísticos.

Os tropeços do supercomputador

Nem tudo correu como previsto para o modelo. Em nova simulação realizada recentemente, especificamente para a semifinal entre Espanha e França, a IA atribuiu 57,7% de favoritismo aos franceses, confiando no peso do elenco de Kylian Mbappé. A sólida atuação tática da Espanha, porém, desmentiu as projeções.

Os maiores erros ocorreram após a recalibração do sistema em 28 de junho, ao fim da fase de grupos. O supercomputador calculou 64,7% de probabilidade de vitória do Brasil contra a Noruega, mas os noruegueses eliminaram a Seleção Brasileira por 2 a 1. O modelo também estimou 80,49% de chance de classificação da Alemanha contra o Paraguai nas oitavas de final, resultado que não se concretizou — os paraguaios surpreenderam e despacharam os alemães.

Para a segunda semifinal entre Inglaterra e Argentina, a projeção mais recente da Opta aponta um confronto praticamente equilibrado: 50,9% de vantagem para os ingleses contra 49,1% dos argentinos. Essa margem mínima oferece ao supercomputador alguma margem contra críticas, independentemente do resultado que se desenhe nesta quarta-feira (16).