A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um suposto esquema de fraude em taxímetros no aeroporto internacional do Galeão. A operação foi realizada nesta quinta-feira (8) por policiais civis para apurar a adulteração dos equipamentos que aumentaria o valor das corridas.
A fraude, segundo a investigação, era feita por um dispositivo eletrônico escondido que permitia aumentar artificialmente o valor das viagens. Foram identificadas cobranças acima de R$ 900 para a zona sul da cidade, em trajetos que não chegam a 20 km.
A investigação aponta que o mecanismo pode ter sido instalado em 200 táxis de uma empresa de locação de veículos. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços na zona norte, no centro do Rio e no próprio aeroporto. Taxistas foram ouvidos, mas não houve prisões.
A apuração começou após a denúncia de um passageiro que notou um aumento repentino no taxímetro e pagou 50% a mais do que a tarifa regular. O veículo foi periciado e identificou uma placa eletrônica conectada ao taxímetro, capaz de multiplicar os pulsos enviados ao sensor do carro e acelerar a cobrança.
Documentos apreendidos indicam que a empresa de locação exigia a instalação do mecanismo, feita em uma oficina indicada pelo grupo. A polícia também investiga se o dispositivo já vinha instalado e configurado, sem o conhecimento do motorista locatário do táxi, permitindo fraudes contínuas.
Outra parte da operação mirou a atuação dos “jóqueis”, funcionários que abordam passageiros no aeroporto, especialmente turistas, e os encaminham para carros sem autorização para operar. A polícia apura que a atuação desses captadores seria coordenada por um integrante do tráfico de drogas da comunidade do Barbante, na Ilha do Governador, próxima ao aeroporto.







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