A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de nove pessoas encontradas amarradas em sacos plásticos, edredons e lençóis na capital paulista e em Itapecerica da Serra desde o início de setembro. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) descartou que os casos tenham relação entre si.

Oito corpos foram achados na capital e um em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Apesar da semelhança na forma como estavam embalados, a polícia nega a hipótese de um único criminoso responsável pelas mortes.

Sete das vítimas foram identificadas. As investigações iniciais apontam para motivações como vingança ou “justiçamento” por “tribunais do crime”. Já há suspeitos pelos assassinatos, o que reforça a tese de múltiplos autores.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou, em nota, que “o uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos”.

Corpos encontrados amarrados em sacos e tecidos não são atípicos na região. Em abril de 2025, Esteliano José Madureira, de 43 anos, suspeito de assassinar uma estudante da USP, foi encontrado morto e com sinais de tortura na zona sul de São Paulo, envolto em uma lona. A principal hipótese é que ele tenha sido morto por um tribunal do crime.

Vítima não identificada será periciada

A vítima que ainda não foi identificada será submetida a uma perícia mais específica, já requisitada pela polícia.