A Polícia Militar de São Paulo prendeu ou apreendeu 34 pessoas no primeiro turno das eleições, no domingo (4). No total, foram registradas 86 ocorrências policiais, a maioria por boca de urna.

A boca de urna, que consiste em tentar influenciar eleitores a votar ou não em determinado candidato no dia da eleição, é crime eleitoral. A pena prevista é de detenção de seis meses a um ano, além de multa que varia de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

Também é proibida a realização de carreatas ou aglomerações com vestuário de campanha até o final da votação. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite o uso de camisetas, broches ou adesivos do candidato de preferência, desde que a manifestação seja silenciosa.

Entre as prisões, uma mulher de 69 anos foi detida em Franca, no interior paulista. Ela é suspeita de distribuir panfletos eleitorais perto da Escola Jesus Maria José. A mulher informou aos policiais que receberia R$ 100 pelo serviço. Ela foi levada ao Centro de Polícia Judiciária de Franca, onde foi elaborado um termo circunstanciado, e liberada após ser ouvida. A polícia apreendeu um celular e os panfletos de campanha.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo organizou um esquema de atuação integrada das polícias Civil e Militar para garantir a segurança dos 34,1 milhões de eleitores e dos mais de 11 mil locais de votação. O planejamento incluiu policiamento ostensivo e preventivo, suporte à Justiça Eleitoral e a guarda das urnas.