247 – A Polícia Federal (PF) afirma que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro recebeu vantagens por intermédio de terceiros no âmbito da Operação Sem Refino, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e o favorecimento à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Os documentos da investigação tiveram o sigilo retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o cumprimento das diligências autorizadas pela Corte. Entre os elementos analisados pela PF, está a compra de R$ 10,5 mil em caviar.
De acordo com os investigadores, Castro teria negociado diretamente a aquisição, enquanto o pagamento foi realizado pela AC Santos Participações e Empreendimentos, empresa pertencente ao advogado Antônio Carlos da Conceição Santos, conhecido como Pipo. No relatório, a PF classificou o gasto como uma despesa pessoal “suportada por terceiros”.
Imóveis em Petrópolis
A investigação também aponta indícios de que Castro exercia atribuições próprias de proprietário sobre duas casas situadas no Condomínio Villa Locanda, em Petrópolis, embora os imóveis estivessem formalmente registrados em nome de terceiros.
Durante as buscas, os policiais encontraram perfis da Netflix com os nomes de Castro, de sua mulher e de seu filho. Os investigadores também registraram que o ex-governador acompanhou um projeto de adega orçado em R$ 245 mil. O sommelier responsável pelo trabalho informou à PF que prestava o serviço a Castro e que ele se apresentava como proprietário do imóvel.
Suspeitas sobre cobertura na Barra
A PF ainda apura circunstâncias relacionadas à cobertura onde Castro reside, na Barra da Tijuca. Segundo os documentos, o contrato estabelece um aluguel de R$ 10 mil, valor inferior aos preços identificados pelos investigadores em imóveis semelhantes.
A investigação afirma também que Castro mantinha contato direto com pessoas ligadas à Refit e acompanhava demandas administrativas de interesse da empresa junto ao governo do Rio de Janeiro.
“Foi nesse contexto que CLÁUDIO CASTRO edificou, no comando do Executivo fluminense, um ambiente institucional favorável à atuação do Grupo REFIT no Estado do Rio de Janeiro, mediante a espoliação dos seus espaços de poder para influenciar decisões regulatórias e governamentais relevantes para os interesses do conglomerado liderado por RICARDO MAGRO”, afirma a PF.
A defesa de Cláudio Castro nega envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento à Refit.






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