Dados da Pesquisa de Empregabilidade 2025 da Graduação EAD UniCesumar mostram que o estudante universitário hoje é, em boa parte, um adulto que concilia estudos, trabalho e família.
Entre os alunos ativos ouvidos, cinquenta e cinco por cento têm entre trinta e quarenta e nove anos. Entre os egressos, essa faixa etária representa cinquenta e três por cento. O levantamento também aponta que setenta e cinco por cento dos estudantes ativos trabalham, índice que chega a oitenta por cento entre os formados.
Rotina com trabalho e família
Segundo a pesquisa, oitenta e cinco por cento dos participantes convivem com ao menos um dependente em casa e sessenta e seis por cento contribuem diretamente para a renda familiar. O retorno ao ensino superior aparece ligado a objetivos como mobilidade profissional, aumento salarial e atualização técnica.
Gustavo Pisano, gerente pedagógico da instituição, afirma que o ensino superior deixou de ser exclusivo da juventude. Ele diz que as instituições precisam oferecer flexibilidade e suporte para manter no curso quem divide a rotina com várias responsabilidades.
A trajetória de Marinês Botim ilustra esse cenário. Ela ingressou na faculdade de Psicologia aos quarenta e cinco anos, é mãe atípica de dois filhos com autismo e buscou no ensino superior ferramentas para lidar com a própria realidade familiar. Depois de concluir a graduação, seguiu para uma pós-graduação e hoje atua como psicóloga clínica.
O filho dela, Marcos Antônio Botim, também diagnosticado com autismo, estuda Design de Produto na mesma instituição. Ele conta com acompanhamento do projeto UNIR, que oferece recursos de acessibilidade e adaptações pedagógicas, como sala individual para avaliações, tempo adicional e material adaptado.







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