A presença digital do candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) registrou um notável crescimento na última semana, impulsionado por publicações em perfis de fofoca, humor e entretenimento no Instagram. Páginas com milhões de seguidores, como a Tricotei e a Futrikei, passaram a incluir o postulante como tema frequente em suas postagens.
Essa prática é comumente utilizada por agências e empresas de marketing digital para promover anunciantes, utilizando uma linguagem informal e descontraída que simula conteúdo espontâneo. Embora a equipe de campanha do candidato negue a contratação desses serviços, o formato e o teor das publicações assemelham-se a estratégias publicitárias.
Estratégias e repercussão
Na quarta-feira (26), a página Futrikei destacou que “Augusto Cury ganha destaque e passa a conquistar admiradores de diferentes lados após debate presidencial”. No dia seguinte, a Tricotei reforçou que “Augusto Cury foi o candidato à Presidência mais pesquisado nos últimos dias e o que mais cresceu nas redes sociais”. Essas publicações antecederam a divulgação de pesquisas eleitorais que confirmaram o aumento da visibilidade do candidato.
Em outra ação direcionada ao público jovem, a página Gina Indelicada, com 12,3 milhões de seguidores, publicou uma montagem de Cury entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, com a pergunta em destaque: “ALGUÉM COGITA VOTAR NELE?”. O perfil oficial do candidato respondeu diretamente nos comentários, divulgando seu número de urna e o bordão de campanha.
Posicionamento do candidato
Questionado pela revista Veja na segunda-feira (31), Augusto Cury negou qualquer aquisição de seguidores ou contratação de influenciadores para impulsionar seu engajamento online. O candidato descreveu o fenômeno como orgânico, afirmando: “Eu tenho o que os políticos sempre sonharam em ter. Isso é um absurdo. Na verdade, foi um movimento incontrolável”.
Curiosamente, a utilização de ferramentas digitais e o papel de criadores de conteúdo estão alinhados com o plano de governo do candidato. Cury propôs alocar influenciadores digitais em embaixadas brasileiras no exterior para “vender o Brasil lá fora”, argumentando que diplomatas de carreira não possuem a aptidão necessária para essa tarefa.






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