O deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, protocolou no Senado pedidos de impeachment contra os ministros do STF André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Dois dos três pedidos foram apresentados na terça-feira (29), enquanto o pedido contra Mendonça havia sido protocolado em 24 de setembro. Os abaixo-assinados apontam crime de responsabilidade dos magistrados.
Paulinho acusa Mendonça de atuar de forma "parcial" e "com direcionamento político-eleitoral". Entre as acusações, cita o aporte de R$ 5 milhões da Cedro Participações, do empresário Lucas Kallas, ao Instituto Iter, de Mendonça. Kallas é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. O deputado menciona ainda diálogos do banqueiro sobre encontro com o ministro e decisões favoráveis a grupos ligados a Vorcaro.
Relações com banqueiro
Conforme os pedidos de impeachment, Paulinho também aponta relações de Luiz Fux com Vorcaro. Cita contatos entre o banqueiro e Rodrigo Fux, filho do ministro, relacionados a um precatório bilionário da Agro Industrial Tabu. Paulinho destaca que o julgamento no STF ocorreu dois dias após Vorcaro acionar o advogado. Crítica ainda que "somente em junho de 2026, quando Vorcaro já estava preso, Fux votou contrariamente ao pedido".
Contra Kassio Nunes Marques, Paulinho transcreve conversas atribuídas a Vorcaro sobre custeio de hospedagens de luxo e eventos para o ministro. Menciona também suposto pagamento de R$ 500 mil para Kevin Marques, advogado filho do atual presidente do TSE.
Os pedidos de impeachment precisam ser despachados pelo presidente do Senado e aprovados por 54 dos 81 senadores. O senador Davi Alcolumbre tem travado pedidos similares contra integrantes da Suprema Corte. A ação de Paulinho ocorre em meio à crise do STF envolvendo a relação de Mendonça com Vorcaro e questões de suspeição em casos julgados pela corte.







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