A forte chuva que atingiu Londrina na manhã deste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026, não alterou a rotina dos eleitores que optam por votar cedo. No colégio Mãe de Deus, na Região Central da cidade, uma fila com mais de 40 pessoas se formou debaixo de guarda-chuvas cerca de dez minutos antes da abertura dos portões.

O clima adverso não desanimou o público, que compareceu em peso nas primeiras horas de funcionamento das seções eleitorais. Para muitos, a prioridade é garantir a participação antes de seguir com a rotina do fim de semana. Maria Augusta Mota, de 67 anos, aguardava na fila e afirmou: “Prefiro acordar e votar de uma vez. Se deixar para depois, a gente não vem”.

A preocupação com o clima tem fundamento, pois as previsões meteorológicas indicam tempo fechado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho exclusivo para o Paraná, sinalizando risco elevado de tempestades severas, com fortes rajadas de vento e queda de granizo. Além de Londrina, a zona de maior perigo inclui municípios como Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Cascavel e Maringá. O restante do estado, incluindo Curitiba, permanece sob alerta laranja.

Londrina é o segundo maior colégio eleitoral do Paraná

Com 393.986 pessoas aptas a votar, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Londrina é o segundo maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas da capital. Para atender à demanda, entre 8h e 17h, foram estruturados 157 locais de votação distribuídos por quatro zonas eleitorais, com 1.201 seções e mais de 1,2 mil urnas eletrônicas.

Neste ano, o eleitorado precisa de atenção extra ao digitar os números, pois o processo exige a escolha para seis cargos: deputado federal, deputado estadual, duas vagas para senador, governador e presidente da República. A exigência de duas escolhas para o Senado é um ponto que demanda maior preparo prévio por parte da população.

A dinâmica já gerou dúvidas e confusões pontuais nas primeiras horas de votação. Em algumas seções do colégio Mãe de Deus, eleitores apresentaram dificuldades no momento de preencher a segunda vaga para o Senado. Uma eleitora, pega de surpresa pela exigência, precisou acionar um mesário para entender o funcionamento da tela e optou por registrar o voto em branco para a segunda vaga, por não ter escolhido um segundo nome.