Uma mulher agredida após recusar uma carona em Londrina, no Norte do Paraná, conseguiu fugir dos agressores ao se jogar em um barranco. O incidente, registrado como tentativa de feminicídio pela polícia, ocorreu na noite de terça-feira (6).
A vítima relatou à polícia que, após negar a carona oferecida por homens, foi abordada metros depois, agredida e colocada em um carro. Ela perdeu a consciência e acordou três horas depois, a cerca de quatro quilômetros do local da agressão. Após escapar, a mulher permaneceu escondida na mata por uma hora.
Ex-marido é apontado como mandante
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o ex-marido da mulher, identificado como André Stuco Bastos, é investigado como o mandante e organizador do crime, supostamente de dentro da prisão. A vítima mencionou que um dos agressores disse que a ação foi realizada a mando do ex-marido.
Dois suspeitos, Leonardo César Doirado e Daniel Pinheiro dos Santos, foram identificados e presos na quarta-feira (7). Um terceiro envolvido ainda está sendo procurado. A prisão dos dois ocorreu após a identificação do veículo utilizado no crime. Em depoimento ao delegado, Daniel e Leonardo optaram por permanecer em silêncio. Além da tentativa de feminicídio, o caso também é investigado como sequestro, cárcere privado e roubo.
Detalhes da agressão
A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) informou que a mulher foi agredida por três homens enquanto voltava do trabalho na noite de terça-feira. Ela havia perdido o último ônibus e retornava a pé quando foi abordada por eles em um carro que ofereceu carona. Após recusar a oferta pela segunda vez, um dos homens desceu do veículo e iniciou as agressões.
A vítima foi socorrida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e encaminhada a um hospital com múltiplos ferimentos. Inicialmente, o caso foi registrado como assalto pela PM. Investigações posteriores revelaram que a mulher possuía boletins de ocorrência anteriores contra o ex-companheiro por violência doméstica e ameaças.
O que diz a defesa
A advogada Bianca Selva, que representa Daniel e Leonardo, afirmou que seus clientes negam qualquer envolvimento no crime. Ela destacou a importância de a investigação seguir seu curso para o esclarecimento dos fatos e ressaltou o direito à defesa e a presunção de inocência dos investigados, ao mesmo tempo em que expressou solidariedade à vítima.







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