A atriz Monique Lafond, de 72 anos, está de volta à televisão após 12 anos afastada das novelas da Globo. Ela fará uma participação especial em “Quem Ama Cuida” e, ao falar sobre o retorno, destacou a dificuldade em encontrar papéis para atrizes de sua idade no mercado atual.

Monique interpretará uma personagem ligada ao passado de Diná (Rosi Campos) na trama. Sua participação, que se estenderá por dois capítulos, será fundamental para a investigação de André (Henrique Barreira) e para auxiliar Pedro (Chay Suede) na busca por respostas.

A atriz revelou que o convite para a novela foi inesperado. Ela recebeu o contato da produtora de elenco e, poucos dias depois, já estava gravando as cenas. Monique, que também atua como professora de interpretação no Rio de Janeiro, comparou a experiência a estar “em um trem a 200 km/h” devido à rapidez do processo.

Mesmo com o desafio de integrar uma novela em andamento, Monique se sentiu animada com a possibilidade de ser vista novamente e abrir novas portas. “Espero que, com essa vitrine, eu consiga fazer outras coisas em streaming e que estejam vendo que estou viva, inteira e bem, que dá para fazer algo”, afirmou.

A atriz, que construiu uma carreira com mais de 50 filmes, observa que o cenário atual da televisão oferece menos espaços para atores mais velhos. Ela compara o modelo atual das novelas, com núcleos familiares menores, com o de décadas passadas, que incluíam personagens de diferentes gerações. Apesar disso, Monique deseja continuar trabalhando e busca novas possibilidades em diferentes canais.

Um mercado em transformação

Monique Lafond reflete sobre como o mercado de atuação mudou desde o início de sua carreira, ainda na infância. A atriz, que foi um ícone da televisão e do cinema brasileiro nos anos 1970, admite que tentou romper com a imagem de “musa” da época, inclusive mudando o visual, mas sem sucesso em diversificar os papéis. Hoje, com a maturidade, ela encara a profissão e a exposição de forma diferente.

Ela expressou a esperança de que autores e produtores a procurem para novos trabalhos. Além disso, Monique planeja manter suas oficinas de interpretação, atividade que considera essencial para seu exercício profissional contínuo.