O Ministério Público de São Paulo denunciou dois falsos médicos suspeitos de envolvimento na morte de 8 pacientes em um hospital particular da zona leste da capital. Marcos Philipe de Barros e Mayke Cesar Silva atuavam clandestinamente na unidade desde o ano passado, segundo investigação.

Os suspeitos forjavam identidades médicas usando registros profissionais de outros profissionais, que desconheciam a fraude. A apuração indica que atenderam aproximadamente 8 mil pacientes na instituição hospitalar.

Segundo a investigação, Mayke utilizava documentos de um médico homônimo de Catanduva, enquanto Marcos usava o nome de um profissional de Marília cujo carimbo traz a assinatura "Nicolas J. D. M.". Os dois profissionais do interior paulista foram identificados como vítimas e não possuem envolvimento com os investigados.

Operações e atividades ilícitas

Policiais civis documentaram Marcos em Mogi das Cruzes, na região metropolitana, aplicando tirzepatida em uma paciente. Ele também realizava consultas por telemedicina de sua residência. Em maio, durante a segunda fase da operação, Mayke foi preso.

O Hospital das Clínicas Jardim Helena afirmou ser vítima dos investigados. A instituição informou que apresentou boletim de ocorrência assim que foi procurada pelas autoridades policiais e que iniciou sindicância interna após constatar que os investigados eram terceirizados.