247 – A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento em Maringá, no Paraná, em um caso investigado como feminicídio. Segundo a polícia, havia marcas de sangue em diferentes cômodos do imóvel e facas sujas de sangue. A vítima teria sido atingida por pelo menos dez golpes de arma branca.
As informações são do UOL. O delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá e responsável pela autuação inicial do suspeito, descreveu o local como “um cenário de terror”.
O companheiro da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso em flagrante. A ocorrência foi inicialmente conduzida pela Delegacia de Homicídios, mas o inquérito foi posteriormente encaminhado à Delegacia da Mulher de Maringá, responsável pela continuidade das investigações.
Segundo o delegado, Romeiro havia ido a Maringá na noite de sábado (5) para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. O casal estava separado, mas, de acordo com a investigação, o homem tentava retomar o relacionamento.
A polícia trabalha com a informação de que houve um desentendimento durante a visita. Na sequência, conforme a versão apresentada pelo delegado, Gassi teria sido atacada com uma arma branca dentro do apartamento.
Os investigadores apuram ainda o que aconteceu imediatamente depois do crime. De acordo com as informações iniciais reunidas pela polícia, o bebê do casal teria sido colocado para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.
Após sair do apartamento, Romeiro teria seguido para Mandaguari, município próximo a Maringá, onde vivem familiares de sua mãe.
O delegado afirmou que o suspeito teria relatado o ocorrido a pessoas próximas. Uma delas foi ouvida pela polícia e declarou, segundo Garcia, que Romeiro havia confessado o crime.
A Polícia Militar encontrou o suspeito na residência da mãe, em Mandaguari. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.
O filho de Gassi e Romeiro, de apenas 8 meses, estava no apartamento quando a médica foi encontrada. A polícia apura toda a sequência dos acontecimentos e busca esclarecer em que momento a criança foi colocada para dormir.
O telefone celular de Romeiro também foi apreendido e deverá passar por análise. Os investigadores pretendem extrair os dados do aparelho em busca de mensagens, registros de chamadas e outros elementos que possam contribuir para a reconstrução dos fatos.
Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá.
A investigação segue oficialmente como feminicídio. A Delegacia da Mulher deverá reunir depoimentos, laudos periciais e dados obtidos no celular do suspeito para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.
A defesa de João Vitor Domingues Romeiro informou que está analisando o caso e que deverá se manifestar posteriormente.






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