Mariah Thomas, de 28 anos, foi condenada a 13 anos de prisão nesta terça-feira (22) pela morte de sua filha Za'Riah Mae, de apenas um mês, que morreu após ser colocada dentro de um forno em Kansas City, Missouri. A mulher se declarou culpada da acusação de colocar em risco o bem-estar de uma criança com resultado morte, mais de dois anos após o ocorrido em fevereiro de 2024.

De acordo com a versão de Mariah, ela pretendia acomodar a bebê no berço para uma soneca, mas acidentalmente a colocou no forno. Pouco depois das 13h do dia 9 de fevereiro de 2024, ela telefonou para familiares informando que algo estava errado com a criança. O avô da menina relatou aos investigadores que recebeu a ligação de Mariah pedindo que voltasse rapidamente à casa. Ao chegar no imóvel, sentiu cheiro de fumaça e encontrou Za'Riah já sem vida.

A vítima apresentava graves queimaduras e parte da roupa que usava mostrava sinais de ter derretido. Uma manta de bebê com marcas de queimadura também foi recolhida durante a investigação. Mariah foi presa logo após a morte da filha e respondeu inicialmente pela acusação de colocar em risco o bem-estar de uma criança. Posteriormente, os promotores também apresentaram acusação de homicídio em primeiro grau.

Um acordo com a Promotoria evitou o julgamento previsto para outubro deste ano. Mariah concordou em se declarar culpada pela acusação de colocar em risco o bem-estar de uma criança com resultado morte, enquanto os promotores retiraram a acusação de homicídio em primeiro grau. A juíza Sarah A. Castle, do condado de Jackson, aceitou o acordo e determinou a pena de 13 anos no sistema prisional do Missouri.

A sentença leva em consideração o período que Mariah já permaneceu presa desde fevereiro de 2024, descontando aproximadamente 2 anos do tempo total. Ela também terá de pagar US$ 68 ao fundo estadual de compensação às vítimas de crimes. Pessoas próximas a Mariah alegaram à época que ela apresentava problemas de saúde mental, mas a Justiça não reconheceu uma defesa baseada em doença ou transtorno mental que impedisse a responsabilização criminal.