A campanha do presidente Lula pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que investigue a suspensão de serviços consulares nos Estados Unidos no Brasil como parte de uma investigação sobre possível interferência externa nas eleições. O pedido foi feito na sexta-feira (2).

Segundo os advogados do petista, a decisão teria partido do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Na petição, eles argumentam que "um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito".

A equipe de Lula aponta alinhamento entre Rubio e as propostas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A campanha cita que o congressista pretende, se eleito, implementar no Itamaraty uma reforma baseada no modelo diplomático do governo de Donald Trump.

Ameaças e operação investigativa

Os EUA suspenderam os atendimentos presenciais na Embaixada e nos consulados no Brasil, citando questões de segurança. A Polícia Federal realizou operação para investigar potenciais ameaças contra as representações diplomáticas americanas, com dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal. Segundo comunicado da corporação, não foram encontrados "até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados".

Os advogados de Lula afirmaram que o fato representa "mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte-americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro".