O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (12), em Brasília, a harmonia, a democracia e o respeito às crenças de todos os cidadãos. Em declaração, o presidente repudiou ofensas de cunho religioso, afirmando que em um país civilizado e democrático, todos têm o direito de seguir a religião de sua escolha, e o respeito mútuo é fundamental.

A manifestação de Lula ocorreu após uma missa no Palácio da Alvorada, celebrada em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e ao Dia das Crianças. O evento contou com a presença de autoridades e convidados.

Programas Sociais e Legislativos

Na ocasião, ao lado de crianças que usavam camisetas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o presidente destacou a relevância do programa Minha Casa, Minha Vida, classificando-o como a maior iniciativa habitacional do país. Ele mencionou as metas de contratação de moradias desde o início da política e a prioridade dada às mulheres, que recebem 85% das chaves das casas. Lula expressou a convicção de que é possível erradicar o déficit habitacional no Brasil com investimentos adequados, focando na população de menor renda.

O presidente fez referência à Campanha da Fraternidade da Igreja Católica de 2026, cujo tema é Fraternidade e Moradia, com o lema “Ele veio morar entre nós”. Ele ressaltou a inclusão de bibliotecas nos novos conjuntos habitacionais em entrega. Segundo Lula, já foram destinados R$ 30 bilhões a um fundo na Caixa para reformas habitacionais. A projeção do governo federal é encerrar o ano com 3 milhões de casas contratadas, visando combater o déficit habitacional.

Em outro ponto de sua fala, Lula cobrou um posicionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que busca encerrar a jornada de trabalho 6x1, garantindo dois dias de folga semanal aos trabalhadores. A votação em primeiro turno da matéria está agendada para a próxima quarta-feira (14).

O presidente também manifestou apoio à aprovação da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025). O objetivo da proposta é ampliar a coordenação entre a União, estados e municípios no combate ao crime organizado e estender a competência do governo federal na área da segurança pública.