O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira, durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que o Brasil adotará uma postura rigorosa no combate a organizações criminosas e à corrupção. Ele enfatizou que o país não aceitará interferências externas ou tutela sobre seu território nesse processo.
Perante líderes globais, Lula sublinhou o impacto da criminalidade no dia a dia da população e assegurou que o Brasil está preparado para lidar com o problema de forma soberana. O presidente rejeitou a presença de forças militares estrangeiras nas fronteiras ou na costa brasileira, afirmando que a solução para o crime transnacional exige cooperação e inteligência, e não demonstração de força. Ele mencionou ter entregado uma proposta ao presidente dos Estados Unidos para "estancar o fluxo de armas e dinheiro que abastecem o crime organizado", visando sufocar o financiamento ilícito e combater a lavagem de dinheiro por criminosos brasileiros no exterior.
Mudança de Estratégia e Cooperação
Lula explicou que o Brasil está alterando sua estratégia interna, reconhecendo que a falta de articulação entre os entes federativos no passado facilitou o avanço de grupos criminosos. O presidente citou a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, com sede no Amazonas, que reúne autoridades de nove países da região amazônica, como exemplo de integração.
O chefe de Estado destacou os resultados operacionais obtidos pelo governo no enfrentamento à criminalidade de alta complexidade. Segundo Lula, em 2025 o país realizou a maior operação contra o crime de sua história, com recordes na apreensão de drogas, bens e recursos financeiros ilícitos. Ele mencionou que a recente Lei Antifacção impõe penas mais severas que as previstas para o terrorismo.
Crime Organizado e Corrupção
Ao concluir o tema, o presidente conectou diretamente a atuação das facções aos crimes de colarinho branco. Ele garantiu a continuidade das investigações e a responsabilização dos envolvidos em ilícitos, afirmando que o "combate à corrupção continuará implacável, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei".






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