O candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), dedicou a quinta-feira (8) a reuniões com a coordenação de sua campanha em Brasília. No final da tarde, durante um pronunciamento à imprensa, Lula manifestou otimismo em relação à possível aprovação do fim da escala de trabalho 6x1 no Senado. Ele enfatizou o compromisso de garantir aos trabalhadores o direito a dois dias de descanso e cinco dias de trabalho, sem prejuízo salarial. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema teve sua terceira sessão de discussão no Senado Federal nesta quinta, necessitando de mais duas antes da votação.
Em sua fala, Lula também criticou a proposta de cortes de investimentos na despesa pública defendida por seu adversário, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). O candidato petista recordou que, em seu terceiro mandato presidencial, foram identificados cortes significativos, como uma redução de 59% no programa Farmácia Popular e de 50% no Mais Médicos. Para Lula, propostas de corte de gastos, teto de gastos e ajuste fiscal, em geral, impactam negativamente os mais pobres. Ele destacou que o aumento do salário mínimo acima da inflação para aposentados não faz parte da agenda de governos conservadores.
Flávio Bolsonaro recebe apoio e defende investimentos
Lula defendeu a importância de investimentos em infraestrutura, como ferrovias, hidrelétricas e rodovias, como forma de reduzir a dívida pública e promover o crescimento econômico. Segundo ele, o país precisa investir em ativos que gerem patrimônio e que impulsionem a economia através de obras de infraestrutura.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro, candidato do PL, reuniu-se em Brasília com 14 governadores eleitos em primeiro turno. Governadores de partidos como PL, Republicanos, Progressistas (PP) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB) declararam apoio à sua candidatura. Entre os presentes estavam Sergio Moro (PL-PR), eleito governador do Paraná e ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, e Douglas Ruas (PL-RJ), governador eleito do Rio de Janeiro.
Augusto Cury e promessas de campanha
O psicoterapeuta e escritor Augusto Cury, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da disputa presidencial com 2,89% dos votos válidos, anunciou seu apoio a Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira. O apoio de Cury foi formalizado mediante a assinatura de uma carta de compromissos por Bolsonaro, que inclui pautas como o fim da reeleição para presidente, alternância de poder, pacificação nacional, proteção às mulheres, valorização dos professores e financiamento para microempreendedores.
Em uma transmissão ao vivo realizada na noite de quinta-feira, Flávio Bolsonaro desmentiu que encerraria o programa Bolsa Família, caso eleito. Ele também prometeu reajustar as aposentadorias acima da inflação. Bolsonaro afirmou que protegerá os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), garantindo que terão reajustes que superem a inflação, considerando isso algo “sagrado”.







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