Um tribunal de apelações dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (30) a execução de Christa Pike, condenada a morte no Tennessee, pouco antes da aplicação da injeção letal. O Tribunal de Apelações do Sexto Distrito emitiu ordem para interromper o procedimento até segunda ordem.
Pike, que tem 50 anos, foi condenada pelo assassinato da colega Colleen Slemmer ocorrido em janeiro de 1995. Na época dos fatos, Pike tinha 18 anos e estava envolvida com seu namorado de 17 anos e uma terceira pessoa. Os três atraíram Slemmer, de 19 anos, para uma área de mata próximo ao centro de formação profissional Job Corps em Knoxville, onde a torturaram e mataram. O crime recebeu ampla cobertura da imprensa pela natureza dos ferimentos infligidos à vítima.
Pike seria a primeira mulher a receber pena capital no estado em mais de 200 anos. Seu pedido de clemência, que destacava traumas de infância e abusos sexuais, foi negado pelo governador Bill Lee. A defesa documentou em petição de 226 páginas o histórico de violência, negligência e abuso sexual sofrido por Pike na infância, além de diagnósticos de transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático recebidos durante o encarceramento.
Execuções de mulheres são raras nos EUA
Execuções de mulheres presas são extremamente raras nos Estados Unidos. Desde que a Suprema Corte autorizou a retomada da pena de morte em 1976, apenas 18 mulheres foram executadas entre as 1.683 pessoas levadas ao corredor da morte. Especialistas em violência sexual e trauma se pronunciaram em defesa de Pike, argumentando que o procedimento de injeção letal poderia revivar traumas intensos relacionados aos abusos sofridos na infância.
Pike confessou o assassinato e foi condenada no ano seguinte por homicídio em primeiro grau. Seu namorado, Tadaryl Shipp, também confessou e recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. Em 2001, Pike foi condenada novamente por tentativa de homicídio em primeiro grau após agredir outra detenta na prisão.







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