Um adolescente de 13 anos foi internado provisoriamente após balear um amigo de 14 anos na cabeça, neste sábado (10), em Chapecó, Santa Catarina. O disparo foi feito com uma arma que pertence ao pai do jovem que atirou. A defesa alega que o incidente foi acidental.
A internação foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que apura a prática de ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio qualificado. A medida tem duração máxima de 45 dias. O pai do adolescente, proprietário da arma, está sendo investigado pela Polícia Civil por possível omissão de cautela na guarda de arma de fogo.
O adolescente ferido foi socorrido e submetido a uma cirurgia no Hospital Regional do Oeste. Seu estado de saúde não foi divulgado. Os nomes dos envolvidos não foram revelados devido à idade.
A defesa da família do adolescente internado informou que ele e a vítima eram melhores amigos e que o disparo ocorreu durante uma brincadeira. Segundo o advogado Yonatan Maier, o próprio adolescente pediu socorro aos vizinhos e ficou em estado de choque após o ocorrido.
Investigações e apreensões
O promotor de Justiça Wesley da Silva Müller destacou que há indícios suficientes de autoria e materialidade para enquadrar provisoriamente o caso como ato infracional análogo à tentativa de homicídio, considerando o uso de arma de fogo de uso restrito e a idade da vítima. O promotor também ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de proteção integral dos envolvidos.
A Justiça determinou a continuidade do acompanhamento médico e psicológico do adolescente durante a internação, o encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado e o prosseguimento das investigações. Na residência da família, foram apreendidas uma pistola calibre 9 milímetros, uma carabina .357, carregadores e centenas de munições.
A Polícia Civil informou que o pai do adolescente é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A investigação busca esclarecer as circunstâncias do disparo, incluindo perícias e depoimentos de testemunhas e familiares. O caso é tratado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado, pois menores de 18 anos são considerados penalmente inimputáveis no Brasil, sendo o procedimento regulado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).







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