O jornalista Márcio Chaer, diretor da revista Consultor Jurídico, faleceu no sábado (3), aos 71 anos, em São Paulo. Ele passou mal e caiu após perseguir ladrões que assaltaram o carro em que estava.
O incidente ocorreu na Avenida Pedro Vicente, nas proximidades da estação Armênia da Linha 1-Azul do Metrô. Segundo informações da Polícia Militar, Chaer desceu do veículo e correu atrás dos assaltantes por centenas de metros, sofrendo um mal súbito. Apesar de ter sido socorrido por populares, ele morreu no local.
A Polícia Militar busca imagens para identificar os criminosos, e a ocorrência está em andamento.
Luto na área jurídica
A morte de Márcio Chaer gerou manifestações de pesar de diversas personalidades da área jurídica. O advogado-geral da União, Jorge Messias, lamentou o ocorrido nas redes sociais, descrevendo Chaer como um “jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional”.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também se pronunciaram. Cristiano Zanin destacou que “não há como falar de Márcio Chaer sem falar da história do Judiciário brasileiro”, elogiando a trajetória do ConJur. Gilmar Mendes expressou “profunda tristeza”, chamando Chaer de “jornalista qualificado” e “querido amigo”.
Em nota oficial, o presidente do STF, Edson Fachin, emitiu condolências em nome do tribunal. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, também manifestou pesar, afirmando que Chaer “valorizou e profissionalizou a cobertura jornalística do Poder Judiciário”.
Alexandre Moraes ressaltou que Chaer “representava o melhor do jornalismo, com inteligência, seriedade, competência e independência”. Dias Toffoli o descreveu como um “homem de bem” e “amigo das instituições jurídicas brasileiras”. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo também manifestaram suas condolências.







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