O técnico da seleção portuguesa, Jorge Jesus, afirmou nesta quarta-feira (7) que leu o comunicado de seis páginas divulgado por Cristiano Ronaldo, mas preferiu não alimentar a polêmica. Questionado por jornalistas ao sair de casa, Jesus disse que, “como faço todos os dias, vou para a Federação trabalhar, pensar na equipe e na seleção portuguesa. Não tenho mais nada a dizer”.

Esta é a segunda manifestação de Jesus após a divulgação do comunicado. Na noite de terça-feira (6), o treinador foi abordado pela CMTV e disse que leria o documento. “Estive em Leiria vendo o jogo da seleção [sub-21]. Agora vou ler o comunicado. Não tenho nada a dizer”, havia dito na ocasião.

No comunicado, Cristiano Ronaldo acusa Jorge Jesus de não ter cumprido acordos sobre sua utilização na seleção, o que teria gerado uma quebra de confiança. O atacante pediu desculpas aos companheiros e se mostrou pronto para retornar à equipe após cumprir sua punição.

A divergência central entre os dois é o planejamento de uso de Ronaldo na seleção. O atacante revelou que havia um acordo para que ele disputasse apenas duas partidas. A situação começou a se agravar após o jogo contra a Noruega, quando Ronaldo, segundo sua versão, ficou aquecendo por quase meia hora sem entrar em campo, o que contrariava o combinado.

Após o episódio, Ronaldo e Jesus se reuniram. O atacante alega que o técnico pediu desculpas pelo ocorrido. Em uma videoconferência posterior, um documento com oito pontos foi elaborado para Jesus seguir em uma coletiva de imprensa, mas, de acordo com Ronaldo, o acordo não foi cumprido. Foi nesse momento que o atacante decidiu deixar a concentração da seleção portuguesa.