O iFood apresentou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma representação contra a Keeta, plataforma de delivery controlada pela chinesa Meituan, e pediu a abertura de processo administrativo e uma medida preventiva no Brasil.
A empresa quer que o órgão imponha a interrupção imediata da prática de preços predatórios, sob a alegação de que a concorrente opera com lucro negativo por pedido e sustenta a operação com capital da matriz.
acusação envolve subsídios e impacto no setor
Segundo o iFood, a estratégia da Keeta inclui cupons de até R$ 250 e descontos de até 80%, o que, na visão da companhia, cria um crescimento artificial e pressiona todo o ecossistema de delivery, incluindo restaurantes e entregadores.
No pedido, a empresa afirma que não se trata apenas de uma disputa entre concorrentes, mas de um risco mais amplo para o mercado brasileiro. O iFood também pede acesso periódico do Cade aos dados de custos e preços da Keeta para monitoramento independente.
empresa cita precedentes internacionais
O documento menciona experiências em outros países, como China e Hong Kong, para sustentar que a entrada com forte subsídio pode levar à saída de concorrentes, alta de comissões e piora das condições para restaurantes e entregadores.
O iFood também cita uma nota técnica do Departamento de Estudos Econômicos do próprio Cade, publicada em junho de 2026, que alertou para riscos de empresas com grande capacidade financeira operando abaixo do custo por longos períodos até consolidar posição dominante.
Na representação, a companhia afirma que a conduta se enquadra no artigo 36 da Lei de Defesa da Concorrência e no Guia de Preços Predatórios. A empresa diz ainda que a urgência se justifica porque, em outros mercados, os efeitos negativos apareceram antes do fim dos processos regulares.






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