Douglas Stewart Carter, de 71 anos, foi libertado do corredor da morte de uma prisão do Utah, nos Estados Unidos, após análises de ADN comprovarem sua inocência. Ele havia passado 41 anos condenado pelo assassinato de Eva Olesen, cometido em 1985.
Carter foi condenado em 1985 com base em uma confissão que afirmou ter assinado sob coação e no testemunho de 2 pessoas. Não havia provas físicas ligando-o ao local do crime. O julgamento ocorreu sem que a defesa apresentasse qualquer testemunha. Ele foi condenado novamente à morte em 1992, em um novo julgamento, e seus recursos foram rejeitados pelos tribunais do Utah nos anos seguintes.
Em 2011, o caso voltou a ser investigado quando 2 testemunhas, oriundas do México, revelaram que haviam sido instruídas a mentir em tribunal e que receberam dinheiro e presentes da polícia. Elas também denunciaram ameaças de deportação. No ano passado, o Supremo Tribunal do Utah ordenou um novo julgamento, citando má conduta por parte de investigadores e de um procurador.
DNA excluiu Carter
Procuradores revelaram, em setembro, que análises de ADN excluíam Carter como possível correspondência para o sangue encontrado no local do crime e para o material genético recolhido no cabo da faca usada para esfaquear a vítima, que também foi baleada. O procurador do condado de Utah disse ao juiz que reavaliar a fiança era necessário e justo.Carter agora ficará alojado numa residência perto da família de seu filho, que foi adotado por outra família quando era bebê e só soube da condenação do pai anos depois. Seu advogado de defesa alertou que o homem precisará de acompanhamento psicológico, ressaltando o trauma de 41 anos provocado pelo Estado.







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