Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, expressou sua preocupação com a queda de desempenho da educação paulista. Em debate promovido pela TV Globo antes do primeiro turno das eleições, o candidato classificou a situação como um “vexame” e defendeu uma reformulação do ensino público estadual.
Haddad baseou sua crítica em dados oficiais, citando que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio em São Paulo caiu de 4,4 em 2021 para 4,3 em 2025. Essa queda fez o estado recuar sete posições, ocupando agora o 10º lugar no ranking nacional. O candidato enfatizou a importância de São Paulo recuperar as primeiras posições, argumentando que a qualificação da mão de obra é essencial para o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos de alta tecnologia.
Propostas para a educação paulista
Para o ensino médio, Haddad propôs um modelo similar ao dos Institutos Federais, que combina a formação acadêmica tradicional com a educação profissional e tecnológica. Ele também abordou a alfabetização, indicando que, em 2025, 61% das crianças paulistas foram alfabetizadas na idade certa, abaixo da média nacional de 66%. Apesar de um avanço em relação a anos anteriores, o número ainda é considerado insatisfatório. Ao ser confrontado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre um “Selo Ouro” do Ministério da Educação (MEC) para as políticas de alfabetização de São Paulo, Haddad afirmou desconhecer a certificação e priorizar os indicadores oficiais de aprendizagem.
A inclusão de estudantes com deficiência também foi pauta de Haddad. Ele criticou a falta de profissionais qualificados e de atendimento especializado nas escolas estaduais, mencionando casos em que mães precisam acompanhar os filhos em sala de aula. O candidato defendeu uma rede de apoio que garanta a inclusão plena, permitindo que as famílias possam trabalhar sem essa responsabilidade extra.
Saúde e segurança pública
Na área da saúde, Haddad apontou que São Paulo não reduziu as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) no mesmo ritmo do restante do país. Ele propôs a ampliação do uso de hospitais-dia e a modernização da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) com tecnologia e inteligência artificial para otimizar o atendimento e diminuir o tempo de espera. Haddad também destacou a necessidade de parcerias com o governo federal para expandir a infraestrutura de saúde.
Para a segurança pública, o candidato sugeriu a criação de uma agência especializada no combate a facções criminosas. A ideia é promover a integração entre as forças estaduais, Polícia Federal e Receita Federal, visando ao compartilhamento de informações e à investigação das estruturas financeiras do crime organizado. Haddad ainda propôs o uso de tecnologias para facilitar a comunicação entre a população e as forças de segurança, incluindo o registro de ocorrências via aplicativos.







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