O Governo de Minas Gerais anunciou nesta terça-feira (29) um protocolo de intenções para destinar R$ 32 milhões aos clubes Atlético, Cruzeiro e América. O aporte vem após a proibição das casas de apostas online em nível federal, que prejudicaram as receitas dos times.
Segundo o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, Atlético e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto o América terá R$ 2 milhões. Os recursos virão de verbas de publicidade da Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) e da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), que terão suas marcas estampadas nas camisas dos times.
Simões afirmou que também negocia apoio com clubes do interior, como Athletic Club e Uberlândia. Nas redes sociais, o governador informou que o patrocínio inclui contrapartidas como ingressos a preços populares, apoio a esportes olímpicos e manutenção do futebol feminino. Ele também esclareceu que o aporte equivale a cerca de um terço do que os clubes arrecadavam com as bets.
Medida gera polêmica antes das eleições
O anúncio ocorreu a poucos dias do primeiro turno das eleições e gerou críticas. Durante debate pela Globo, Gabriel Azevedo (MDB) classificou a ajuda aos clubes como "absurda". Simões respondeu que o patrocínio prevê contrapartidas significativas e representa uma responsabilidade do Estado com o futebol mineiro.
Em agosto, o governador havia assinado decreto proibindo a publicidade de casas de apostas em equipamentos do governo e estádios com concessão privada, como o Mineirão. Na ocasião, chamou as bets de "praga" e disse ser necessário inviabilizar a modalidade de apostas.







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