Marcelo Freixo afirmou, em entrevista nesta semana, que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro atuou na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pela morte de Ana Clara Machado, de 5 anos, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo Freixo, o caso aconteceu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, quando a menina estava perto do portão de casa e foi atingida por um disparo de fuzil. A fala dele foi motivada por uma conversa com Cristiane Gomes, mãe de Ana Clara.

Versão da polícia e da investigação

Na época, a Polícia Militar disse que os agentes teriam sido atacados por homens armados e revidado. Depois, a investigação apontou contradições entre os depoimentos dos policiais, os relatos de testemunhas e os elementos da perícia.

Delaroli foi preso em flagrante e depois teve a prisão convertida em preventiva. De acordo com reportagens e documentos do processo, ele foi autuado por homicídio doloso com dolo eventual e o caso acabou levado ao Tribunal do Júri.

Atuação de Flávio Bolsonaro no processo

Freixo afirmou que Flávio Bolsonaro integrou a equipe de advogados do policial e assinou recurso no Superior Tribunal de Justiça contra a decisão da Justiça do Rio que determinou a ida do caso ao júri popular. Para o ex-deputado, essa participação precisa ser explicada publicamente.

Durante a entrevista, Freixo também disse que a mãe da criança enfrentou dificuldades após a morte da filha, incluindo problemas para arcar com a exumação do corpo. Ele ainda relacionou o episódio à disputa política que mantém com a família Bolsonaro e à atuação de Flávio em temas ligados à segurança pública e às milícias.

Ao retomar o caso, Freixo defendeu que a trajetória de candidatos a cargos eletivos seja examinada pelos eleitores e afirmou que a atuação de Flávio na defesa de Delaroli deve fazer parte desse debate.