Flamengo e Fluminense se unem em protesto contra a Medida Provisória (MP) das bets. No clássico deste domingo, no Maracanã, os dois clubes entrarão em campo pelo Campeonato Brasileiro com a mensagem “proibir não é proteger” no espaço que seria destinado ao patrocínio máster.
O Flamengo já havia realizado ação semelhante em partida contra o Santos. A iniciativa conjunta no clássico surgiu de um acordo entre a Betano e a Superbet, casas de apostas que patrocinavam os clubes antes da MP do governo proibir a publicidade e operação das bets. O Fluminense aceitou a proposta da Superbet para estampar a mensagem na camisa.
Anteriormente, em jogo contra o Coritiba, o Fluminense substituiu a marca de bet pela Superscore, um aplicativo de estatísticas de futebol em tempo real, que pertence ao mesmo grupo.
A frase “proibir não é proteger” é uma das mensagens exibidas em placas de publicidade estática nos estádios. As empresas do ramo de apostas têm utilizado essas e outras frases nas rodadas do campeonato, buscando chamar a atenção para as questões relacionadas à proibição imposta pelo governo.
Além da ação no clássico, Flamengo e Fluminense estão entre os times que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF). Eles buscam ser “amigos da corte” para reforçar a posição das casas de apostas em prol da suspensão dos efeitos da MP. Após o Fla-Flu, o Fluminense voltará a exibir a marca do Superscore.
Os contratos dos clubes com as bets não foram encerrados. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que o clube não procura outro patrocinador máster e permanece “leal” ao parceiro, com a expectativa de que o cenário possa mudar, seja na Justiça ou no Congresso.







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