O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou o apoio do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, na luta contra o tráfico de drogas, em uma videochamada entre os dois políticos de direita. A iniciativa reflete uma das propostas de campanha de Bolsonaro, que concorre à reeleição e enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno em 25 de outubro. Flávio obteve 47% dos votos no primeiro turno, contra 45% de Lula.
Durante a conversa, transmitida no canal de YouTube de Eduardo Bolsonaro, seu irmão, Flávio expressou a intenção de implementar um regime rigoroso no Brasil e a necessidade de intercâmbio de informações sobre traficantes com a Colômbia, país que mais exporta cocaína globalmente. De la Espriella, que assumiu o cargo em agosto, concordou, destacando que o tráfico de drogas é um problema global e a importância da cooperação, dada a fronteira compartilhada de 1.600 quilômetros na floresta amazônica. Bolsonaro propôs a entrega recíproca de criminosos entre os dois países. O ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, cumpre pena em sua residência em Brasília por tentativa de golpe.
Lula e a estratégia digital
Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é conhecido por não usar celular e expressar desconfiança em relação às telas, gravou seu primeiro vídeo selfie de campanha. A decisão foi tomada pela equipe de campanha com o objetivo de recuperar terreno nas redes sociais, onde a direita possui uma vantagem histórica.
Para fortalecer sua presença digital, Lula convocou influenciadores de seu campo político recém-eleitos para o Congresso, como Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, que se tornou a deputada federal mais jovem do país. Em um encontro com jovens influenciadores, Lula justificou a gravação do vídeo, mencionando a insistência da primeira-dama Rosângela Lula da Silva. O vídeo, publicado no Instagram e TikTok, é um apelo à militância para que vá às ruas e defenda as pautas de sua campanha.
Ana Elisa Santos Silva ressaltou que, atualmente, o maior panfleto de campanha reside nos telefones e redes sociais. Ela revelou ter trabalhado na véspera com a equipe de comunicação do presidente para adaptá-lo ao ambiente digital de forma confortável. A deputada destacou que a extrema-direita domina as narrativas nas redes sociais e que sua própria eleição foi resultado de dois anos de trabalho nas plataformas digitais.
O desafio para Lula não é simples, considerando sua própria declaração de que não usa celular por preferir focar em outras atividades e falar apenas o essencial. No entanto, a equipe de campanha aposta na estratégia digital para o segundo turno.







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