A Fifa publicou nesta sexta-feira (2) o relatório elaborado pelo grupo de estudo técnico que analisou os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026. O documento identificou 11 tendências táticas e técnicas que marcaram o Mundial disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Entre as análises, a Fifa destacou o papel fundamental de dois jogadores-chave em estratégias ofensivas distintas. Messi ganhou destaque na Argentina pela liberdade dada para flutuar pelos espaços do campo. Segundo o relatório, o jogador era frequentemente a principal opção de escape para combinações nas áreas centrais, permitindo ao time transformar a posse de bola controlada em penetrações ofensivas contra a pressão defensiva adversária.
Vini Jr., por sua vez, foi essencial para o Brasil. O relatório explicou que quando o adversário era atraído para a região central, o Brasil buscava isolar seus jogadores pelos lados, permitindo que recebessem com espaço, avançassem com a bola e atacassem os defensores no 1 contra 1. O posicionamento da equipe também favorecia transições rápidas para as áreas laterais, fazendo do isolamento pelos lados e da condução da bola mecanismos fundamentais para progredir nos ataques.
Outras tendências identificadas
O estudo revelou que 63% dos times utilizaram a construção com linha de três em algum momento. A Espanha, campeã do mundo, foi uma exceção, operando com linha de quatro atrás. O relatório também apontou um aumento nas recepções de bola por jogadores de lado de campo dentro da estrutura defensiva adversária, passando de 23,5% em 2022 para 26,0% em 2026.Os blocos defensivos ganharam mais espaço, com aumento de 4,2% na utilização do bloco baixo em comparação com a Copa anterior. Gols provenientes de bolas paradas também cresceram significativamente, subindo de 8,8% em 2022 para 12,9% em 2026. Os escanteios curtos foram particularmente eficientes, com seis gols marcados, quatro a mais que na Copa anterior.







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