A família de Renee Good entrou com ações judiciais contra o governo dos Estados Unidos e vários funcionários federais responsabilizando-os pela morte da mulher de 37 anos. Ela foi morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em Minneapolis, em 7 de janeiro deste ano.
Duas ações judiciais foram apresentadas pela companheira e pelo irmão de Renee. A primeira, contra os Estados Unidos, acusa o governo de morte indevida segundo a legislação do estado de Minnesota. O processo inclui ainda acusações de agressão, detenção ilegal, imposição intencional de sofrimento emocional e negligência.
A segunda ação judicial alega conspiração para violar direitos civis. Entre os réus estão Jonathan Ross, o agente de imigração que disparou contra Good; Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca; Kristi Noem, ex-secretária do Departamento de Segurança Interna; Gregory Bovino, ex-comandante-geral da Patrulha de Fronteira; e Corey Lewandowski, diretor de campanha do presidente Donald Trump.
Como ocorreu o incidente
Renee Good, mãe de 3 filhos, estava ao volante de um SUV vermelho quando bloqueou parcialmente uma rua e buzinou repetidamente durante uma operação de fiscalização migratória. Dois agentes de imigração saíram de uma van, e um deles ordenou que ela saísse do veículo. Good deu marcha à ré por alguns instantes e depois virou o volante.
Um dos agentes, posicionado à frente do carro, sacou a arma e disparou contra o para-brisa. Em seguida, próximo à janela do veículo, o agente efetuou mais dois disparos, atingindo mortalmente Renee Good. A morte provocou protestos em Minneapolis e outras cidades americanas, como Nova York, Los Angeles e Boston.







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