Criminosos virtuais criaram uma página falsa que simula o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aplicar golpes via Pix. A fraude foi identificada pela empresa de segurança cibernética ESET Brasil e utiliza informações verdadeiras dos cidadãos para enganar as vítimas.
O site fraudulento cobra uma suposta taxa de R$ 47,90 para a regularização do título de eleitor. Ao digitar o CPF, a página exibe o nome completo do eleitor, dados parcialmente ocultos de zona e seção eleitoral, além do nome da mãe. Essa precisão nos dados é o principal fator que convence a vítima a prosseguir com o pagamento, embora a origem do vazamento não seja conhecida e não haja indícios de invasão aos sistemas oficiais do TSE.
A suposta dívida é apresentada de forma detalhada, dividida em R$ 26 por ausência eleitoral, R$ 14,90 em encargos administrativos e R$ 7 como taxa de regulação cadastral. Após apresentar o extrato falso, o site gera um QR Code e um código Pix Copia e Cola, induzindo o cidadão a quitar o débito imediatamente.
Os criminosos utilizam a engenharia social e um forte senso de urgência, com alertas falsos informando que a falta de pagamento resultará na suspensão do direito ao voto, perda de benefícios sociais e bloqueio de serviços públicos. Essa pressão faz com que a vítima realize a transferência sem verificar a veracidade da página ou os dados do recebedor.
Como identificar o golpe e se proteger
Apesar da aparência sofisticada, a página criminosa apresenta falhas evidentes. O principal sinal de alerta é o endereço de acesso, que utiliza um domínio terminado em “.online”, formato não adotado por órgãos governamentais brasileiros. O TSE utiliza exclusivamente o domínio oficial “tse.jus.br”. Além disso, qualquer CPF inserido no site falso resulta na mesma cobrança de R$ 47,90, evidenciando a automatização do estelionato.
No momento da transferência, ao escanear o QR Code, o recebedor do Pix aparece como uma empresa privada sediada em Curitiba. Em transações legítimas de multas eleitorais pelo portal autêntico do TSE, o destinatário dos recursos é o Tesouro Nacional.
A prevenção exige ceticismo diante de mensagens que impõem prazos curtos ou consequências drásticas. É fundamental checar a URL no navegador e confirmar se a instituição recebedora na tela do aplicativo bancário corresponde ao órgão público responsável antes de digitar a senha.
Serviço: Eleitores que já efetuaram o pagamento aos golpistas devem entrar em contato imediato com a central de atendimento do banco, relatar o crime e solicitar a ativação do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central. Também é imprescindível registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil para auxiliar nas investigações.







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