247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou que pretende submeter ao plenário da Corte a discussão sobre a crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Antes disso, a intenção é ouvir os dois magistrados e reunir os elementos relacionados aos episódios que vieram a público nos últimos dias.
Segundo a coluna do jornalista Valdo Cruz, no G1, Fachin considera que as acusações e os questionamentos surgidos durante a semana precisam ser analisados pelo conjunto dos integrantes do Supremo, em vez de ficarem restritos a decisões individuais.
Fachin quer ouvir Moraes e Mendonça
O caminho considerado pela presidência da Corte é aguardar as respostas e manifestações de Moraes e Mendonça sobre os episódios que deram origem à crise. Depois dessa etapa, Fachin pretende submeter a questão aos demais ministros para discussão e, posteriormente, levá-la ao plenário.
A expectativa é que Moraes e Mendonça sejam chamados a se declarar impedidos de votar nos julgamentos relacionados aos episódios que os envolvem.
Fachin, entretanto, não teria antecipado qual é sua posição sobre o mérito das acusações nem indicado qual resultado considera mais provável.
O encaminhamento defendido pelo presidente do STF é reunir as informações necessárias, ouvir diretamente os envolvidos e somente depois colocar a controvérsia sob análise do colegiado.
“Gravidade” não permite “atalhos”, diz Fachin
O presidente do Supremo também demonstrou incômodo com a maneira como os dois lados vêm conduzindo o embate.
Ao abordar os acontecimentos tornados públicos durante a semana, Fachin afirmou que a “gravidade” dos episódios “não autoriza atalhos”.
Os fatos mencionados envolvem as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros do Supremo e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de questionamentos sobre a atuação de magistrados.
Caso Master amplia pressão sobre o STF
A movimentação de Fachin ocorre em meio às repercussões das revelações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao longo da semana, informações sobre as relações do banqueiro com integrantes da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de questionamentos envolvendo a atuação de magistrados, aumentaram a tensão em torno do Supremo.
Relatórios da Polícia Federal, embates entre ministros do STF, questionamentos sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e reações dos Poderes ampliaram a dimensão política e institucional da investigação relacionada ao Banco Master.






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