Fã-clubes de diversos artistas, nacionais e internacionais, estão engajados em uma mobilização nas redes sociais para aumentar os votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição. A iniciativa, que reúne mais de cem fandoms, busca ampliar o alcance do candidato entre os eleitores por meio de campanhas digitais, materiais de orientação e ações coordenadas.
O movimento, autodenominado “Fandoms com Lula”, inclui fã-clubes de artistas como Anitta e Luísa Sonza, grupos sul-coreanos como BTS e BLACKPINK, além de outros artistas. As estratégias envolvem a publicação de fotos de artistas com o presidente e a distribuição de cartilhas com guias de abordagem a eleitores. Os materiais estão disponíveis no site “Quem compara vota Lula”.
A campanha de Lula também prepara uma força-tarefa digital para melhorar o desempenho nas redes sociais. O presidente se reuniu com deputadas federais eleitas com forte presença digital, como Erika Hilton (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG).
Entre os documentos compartilhados está a cartilha “Como vencer o 2º turno”, que serve como guia prático. O material orienta os participantes sobre quais grupos de eleitores procurar, quais argumentos usar e como abordar possíveis eleitores do presidente. A cartilha não informa a autoria, mas o arquivo está associado ao e-mail de Ergon Cugler, integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão de assessoramento da Presidência da República.
O documento sugere que a mobilização se concentre em dois públicos: pessoas com 70 anos ou mais e beneficiários de programas sociais. Para idosos, o guia destaca o voto facultativo e a importância do comparecimento. Para beneficiários de programas sociais, a orientação é conversar sobre os programas governamentais e a posição dos candidatos em relação à manutenção dessas políticas.
Os fã-clubes também coordenam publicações nas redes sociais, combinando horários para divulgar cards, slogans e hashtags. Embora a legislação eleitoral não proíba publicações coordenadas por diferentes perfis, há restrições sobre impulsionamento pago e disparos em massa. A repercussão do movimento levou usuários de oposição a questionar a legalidade das ações e a contatar empresas e representantes de artistas cujas imagens aparecem nas publicações.
Além da atuação digital, os perfis divulgaram manifestações e atos programados em estados como Maranhão e São Paulo. O movimento também organizou uma conversa virtual com Simone Nascimento, codeputada estadual da Bancada Feminista do PSOL, reeleita em São Paulo, que compartilhou estratégias de mobilização nas redes sociais.







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