A equipe econômica da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República apresentou, na última terça-feira (1), a tecnologia como principal ferramenta para diminuir a desigualdade de renda no Brasil. Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, destacou a importância de investir em infraestrutura de internet para oferecer oportunidades e capacitação à população.

Durante o Seminário Empresarial LIDE – Cenários do Brasil, em São Paulo, Marques argumentou que o cenário atual é impactado pela elevada carga tributária e juros altos. Segundo ela, a proposta do programa visa inverter essa lógica, utilizando a tecnologia para promover o crescimento individual e evitar a dependência de programas assistencialistas.

Desafios econômicos e sociais

Apesar da defesa da tecnologia, Daniella Marques não detalhou como a implementação dessas soluções tecnológicas resultaria na redução da discrepância de renda no país. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, embora o rendimento médio mensal real tenha crescido em 2025, o índice de Gini, que mede a desigualdade, registrou aumento, passando de 0,487 para 0,491 no ano anterior, indicando uma maior concentração de renda.

Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e consultor da campanha, também abordou o tema, propondo um “tripé econômico” para enfrentar a questão. Ele citou a consolidação fiscal, o aumento da produtividade e a inclusão social produtiva como pilares essenciais. Sachsida enfatizou a necessidade de um programa abrangente de inclusão social para que os brasileiros possam ter novas perspectivas.

Marques e Sachsida participaram do evento ao lado de outros renomados economistas, como Henrique Meirelles, Caio Megale, Cassiana Fernandez e Felipe Salto. A organização do seminário informou que economistas ligados ao PT também foram convidados, mas não aceitaram o convite.