O Banco Central do Brasil prepara mudanças no sistema de pagamentos instantâneos para consolidar o Pix como o principal motor financeiro do país. A maior novidade é a liberação do Pix Automático diretamente nas contas-salário, com estreia prevista para o segundo semestre de 2026.

A inovação elimina a necessidade de transferir fundos para contas correntes antes de quitar faturas recorrentes, como contas de água, luz e internet. Além da automação de cobranças cotidianas, novos formatos de transação estão em teste. O Pix Parcelado surge como alternativa ao cartão de crédito tradicional, permitindo o financiamento direto no ato da compra. Para compras presenciais, o Pix por Aproximação integrará carteiras digitais aos terminais, acelerando os pagamentos.

Para combater fraudes, o Banco Central promove ajustes técnicos no sistema, com melhoria no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que oferecerá maior agilidade no bloqueio e recuperação de saldos desviados. Os usuários manterão controle operacional integral e definirão limites diários por meio dos aplicativos bancários.

A tendência de sistemas de pagamento instantâneos não é exclusiva do Brasil. Na Europa, o Wero surgiu para consolidar as transações. Desenvolvido pela European Payments Initiative (EPI), o sistema já opera transferências entre indivíduos na Alemanha, França e Bélgica. Em 2026, o Wero migrará o sistema holandês iDEAL e iniciará pagamentos comerciais via QR Code.

Diferente do Pix, o Wero funciona por meio de um consórcio de bancos privados europeus, buscando reduzir a dependência de bandeiras de cartões norte-americanas. O avanço desse sistema pavimenta o caminho para o euro digital. O Banco Central Europeu concluiu a fase preliminar de preparação e projeta testes com transações reais para meados de 2027. Se aprovada a regulamentação até o fim de 2026, a emissão oficial do euro digital ocorrerá em 2029.