Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quarta-feira (23), em Uberlândia (MG), em uma nova fase da Operação Disco de Ouro, que apura a extração e a comercialização ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A ação foi cumprida em dois endereços ligados ao cantor: a casa onde ele mora e o imóvel onde funciona sua produtora musical. A PF recolheu mídias eletrônicas, documentos e bens para ajudar nas investigações.
Como funcionaria o esquema investigado
Segundo a Polícia Federal, o grupo usava declarações falsas sobre a origem do minério. A cassiterita retirada ilegalmente em Roraima era registrada como se viesse de um garimpo regularizado no Rio Tapajós, em Itaituba (PA).
A investigação aponta que esse transporte entre os estados existia apenas no papel. Os levantamentos também identificaram movimentações financeiras entre integrantes da suposta organização criminosa, incluindo pilotos de aeronave, postos de combustível, empresas ligadas a máquinas de mineração e intermediários usados para ocultar o dinheiro.
Medidas judiciais e defesa
Nesta fase, a Justiça Federal expediu 12 mandados de busca e apreensão e 17 medidas cautelares de sequestro de bens e valores. Não houve pedido de prisão preventiva ou temporária.
Por meio do advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, a defesa de Alexandre Pires afirmou que o cantor foi surpreendido pela operação e negou qualquer ligação dele com garimpo ou extração de minério, inclusive em áreas indígenas. A defesa disse ainda que confia no Judiciário e que a inocência do artista será demonstrada ao longo do processo.






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