O período eleitoral traz consigo um aumento significativo de conteúdos compartilhados nas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais com objetivo de influenciar o voto dos eleitores. Entre informações verdadeiras circulam notícias manipuladas, vídeos editados, imagens descontextualizadas e boatos que confundem os eleitores sobre candidatos e propostas.

A falta de informação de qualidade representa um desafio para a sociedade porque interfere no acesso a dados confiáveis e pode levar a decisões baseadas em conteúdos falsos ou incompletos. Advogada e coordenadora do curso de Direito da Faculdade Pitágoras, Silvia Santana explica que o eleitor tem papel fundamental no combate à desinformação. "Antes de compartilhar qualquer conteúdo, vale dedicar alguns minutos para verificar sua origem, evitando que as chamadas 'fake news' alcancem milhares de pessoas", esclarece.

Sinais de alerta

Os conteúdos enganosos geralmente apresentam títulos sensacionalistas ou alarmistas, carecem de autoria identificada, não indicam a fonte de informação, mostram imagens antigas como se fossem atuais e apelam para o compartilhamento imediato. O avanço das ferramentas de inteligência artificial ampliou a capacidade de produzir imagens, áudios e vídeos muito semelhantes aos reais, o que aumenta os riscos de desinformação.

Com base na importância que as redes sociais ganharam nas disputas eleitorais, o TSE exigiu que grandes plataformas de tecnologia apresentem medidas para combater riscos ao processo eleitoral. Silvia pontua que essa iniciativa tem grande valor tendo em vista a relevância desses canais como formadores de opinião.