Em meio ao período de preparação para as Eleições 2026, o uso de inteligência artificial generativa para criar deepfakes e outros conteúdos sintéticos tem chamado atenção. O tema envolve o eleitorado e a segurança da informação no processo eleitoral.

Segundo as anotações, áudios e vídeos forjados podem simular falas de candidatos com precisão e alterar a percepção do público perto da votação. Mensagens automatizadas também podem espalhar dados falsos sobre locais de votação e gerar confusão em redes sociais e aplicativos.

Entre os sinais de manipulação, as anotações apontam pausas pouco naturais no áudio, falta de respiração, tom metálico, piscadas estranhas, dentes desalinhados, sombras incoerentes e bordas desfocadas em imagens e vídeos. Também há casos de acessórios e mãos com fusão imperfeita.

Regras definidas pelo TSE

O Tribunal Superior Eleitoral regulamentou o tema por meio da Resolução nº 23.755/2026. A norma proíbe o uso de deepfakes e exige rótulos visíveis em conteúdos alterados por IA. As anotações também citam um apagão de IA nas 72 horas anteriores à votação.

Para checar uma publicação, a orientação é não repassar de imediato, pesquisar a imagem em um serviço de busca e consultar a página Fato ou Boato do TSE ou portais de jornalismo profissional. Quando houver conteúdo claramente manipulado, a denúncia pode ser feita no aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.

Serviço: o primeiro turno ocorre no dia quatro de outubro e, se necessário, o segundo turno será no dia vinte e cinco de outubro. A votação será das oito às dezessete horas, no horário oficial de Brasília. O eleitor deve escolher candidatos para seis cargos, nesta ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.